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domingo, 13 de janeiro de 2013
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria
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| Retábulo da Imaculada Conceição presente na Sala dos Actos do Palácio Nacional de Mafra |
A Igreja celebra no próximo
Sábado, dia 08 de Dezembro, a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa
Maria. O dogma da Imaculada Conceição,
proclamado a 8 de Dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX na Bula "Ineffabilis
Deus", declara a Santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro
momento da Sua existência, ou seja, que Ela foi preservada desde sempre da
mácula do pecado original, no qual nascem todos os filhos de Adão.
Como todos os dogmas, também a
Imaculada Conceição foi a solene proclamação da Fé do povo de Deus, do sentir
da Igreja bem como do que nós podemos chamar de 'devoção popular'. Em
Portugal, no dia 25 de Março de 1646, Nossa Senhora foi proclamada por D. João IV Rainha e
Padroeira de Portugal sob o título de Imaculada Conceição.
Podemos pois afirmar que o dogma
da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria foi a solene confirmação do
mistério central da fé. A Virgem Maria foi pensada por Deus como a mediadora do
mistério da Encarnação. Ao acolher a Palavra do Anjo, a Virgem Maria permitiu
que o Verbo de Deus assumisse a carne humana.
A Virgem Maria é a primeira
redimida: depois d'Ela e por meio d'Ela, todos são chamados a participar na
vitória da Redenção, através do Baptismo, pelo qual o homem é também chamado a
ser santo e imaculado na presença de Deus. Não se pense por isso que a proclamação deste dogma veio contrariar o dogma da Redenção de Jesus. A Virgem Maria, antes de ser concebida já tinha sido redimida pelo Seu Filho.
O dogma que a Igreja celebra
neste dia já tinha sido 'preparado'
por Nossa Senhora. Em 1830, a Virgem
Maria recomendara a Santa Catarina de Labouré a difusão da Medalha Milagrosa,
contendo a jaculatória: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós
que recorremos a vós!”.
No entanto, para que não
restassem dúvidas sobre o agrado de Deus e da Virgem Mãe com a proclamação
desta verdade de Fé, quatro anos após a proclamação do Dogma da Imaculada
Conceição, no dia 25 de Março de 1858, em Lourdes, Nossa Senhora aparece à
pequena vidente Bernadette Soubirous e depois de estender os braços — como se
vê na Medalha Milagrosa —, juntou as
mãos à altura do coração e respondeu: “Eu sou a Imaculada Conceição!”.
No século XX, em Fátima, a Virgem
Santíssima recomendou a devoção a Seu Coração Imaculado e prometeu: “Por
fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”. Esta foi mais uma magnífica
confirmação do dogma proclamado pelo Bem-aventurado Papa Pio IX no século XIX.
São Bernardino de Sena, famoso
pregador do século XV, dá-nos um exemplo que retrata bastante bem a importância
da Imaculada Conceição. “Nenhum filho
pode escolher a sua Mãe. Mas se a algum deles fosse dada tal escolha, qual
seria aquele que, podendo ter por mãe uma rainha, a quisesse escrava? Ou,
podendo tê-la nobre, a quisesse vil? Ora, o Filho de Deus, e Ele tão somente,
pôde escolher para Si uma Mãe a Seu agrado. Por conseguinte, deve-se ter por
certo que A escolheu tal qual convinha. A Deus que é puríssimo, convinha uma
Mãe isenta de toda culpa. Fê-La, por isso, Imaculada”.
Procuremos viver este dia com os
olhos postos em Nossa Senhora, Aquela que é isenta de toda a mancha e que soube
preservar a graça que Deus Lhe deu. Tentemos pois imitá-La, desejando que na
nossa vida sejamos capazes de nos afastarmos do pecado, procurando viver em castidade e obediência a Deus.
Guião com a Liturgia das Horas para a Solenidade da Imaculada Conceição
Proposta de Cânticos para a Missa:
Entrada: Desde toda a eternidade (Paul Décha / Miguel Carneiro)
Ofertório: Quem é Aquela que surge (M. Luís / Harm: A. Cartageno)
Comunhão: O Trigo que Deus semeou (C. Silva)
Acção de Graças: Ó Sanctíssima (Melodia Siciliana - Autor desconhecido - Latim)
Fim: Salvé, nobre padroeira (Popular)
Proposta de Cânticos para a Missa:
Entrada: Desde toda a eternidade (Paul Décha / Miguel Carneiro)
Ofertório: Quem é Aquela que surge (M. Luís / Harm: A. Cartageno)
Comunhão: O Trigo que Deus semeou (C. Silva)
Acção de Graças: Ó Sanctíssima (Melodia Siciliana - Autor desconhecido - Latim)
Fim: Salvé, nobre padroeira (Popular)
domingo, 11 de novembro de 2012
«Francisco e Jacinta, Testemunhas Vivas da Fé»
Depois de um pequeno momento de oração, no qual se entoou o Hino dos Pastorinhos e foi lido um excerto da homilia do Papa João Paulo II no dia da beatificação destes dois pequenos videntes, a palavra foi dada à Irmã Ângela que começou por apresentar a história de vida do Francisco e da Jacinta.
Foi um momento marcante, pois foram dados a conhecer episódios menos divulgados do quotidiano dos Pastorinhos, assim como acontecimentos extraordinários que ocorreram após a morte de ambos. A título de exemplo, foi descrito pela Irmã o facto de, na transladação dos restos mortais do Francisco para a Basílica de Fátima, um dos elementos de identificação foi um rosário de 148 contas, com as restantes fraccionadas, que se encontrava no caixão. A propósito do post-mortem da Jacinta, foi apresentada a fotografia que mostrava o rosto incorrupto desta criança, 15 anos após a sua morte.
Relativamente ao percurso espiritual destas duas pequenas crianças, foi desmistificada a ideia de que ‘sempre foram santos’. Na verdade, tanto a Jacinta como o Francisco, antes das aparições, tinham alguns defeitos, e um temperamento marcado por algum capricho e egocentrismo.
Nestas duas vidas resume-se grande parte da doutrina da Igreja Católica: a Entrega incondicional a Deus, o Amor a Nossa Senhora, a Devoção ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia e o Amor à Igreja e ao Santo Padre.
Terminado este tempo de diálogo, fez-se uma oração final pedindo pela Canonização do Francisco e da Jacinta, após a qual a JMV Sobreiro agradeceu a presença da Irmã Ângela e o testemunho de fé apresentado.
Que esta Conferência leve, não só aos que nela participaram, mas a todos, a rezar aos Beatos Francisco e Jacinta, pedindo também a Deus pela Canonização destas duas testemunhas vivas de Fé.
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